Quando é que as coisas começaram a correr mal para vocês?
E não estou a falar daquele momento em que olharam para o espelho e se aperceberam que estavam mais gordas do que gostariam, porque isso assumo que seja verdade para a maioria de vocês.
O que eu quero saber é: quando é que as coisas começaram literalmente a correr mal? Quando é que tudo caiu por terra e vos arrastou para o mundo autodestrutivo dos transtornos alimentares? Quando é que sentiram tanto nojo de vocês que preferiram morrer a continuar assim? Quando é que quiseram nunca mais comer? Quando é que sentiram tanta adversão à comida que a resolveram vomitar toda? Quando é que tiveram aquele pensamento de que podiam comer tudo o que quisessem, porque iam vomitar a seguir?
O que eu quero saber é: quando é que as coisas começaram literalmente a correr mal? Quando é que tudo caiu por terra e vos arrastou para o mundo autodestrutivo dos transtornos alimentares? Quando é que sentiram tanto nojo de vocês que preferiram morrer a continuar assim? Quando é que quiseram nunca mais comer? Quando é que sentiram tanta adversão à comida que a resolveram vomitar toda? Quando é que tiveram aquele pensamento de que podiam comer tudo o que quisessem, porque iam vomitar a seguir?
Acho que consegui atingir o meu limite – o “quando começou literalmente a correr mal” já dura há tempo demais. Tudo neste mundo de desordens alimentares e transtornos obsessivos compulsivos leva-nos a um estado mental cada vez mais debilitado. Sentimo-nos a enlouquecer, temos depressões. Será normal?
Claro que não é normal – ED não é o estado normal seja de quem for, é uma doença. E se muitas de vocês ainda não se sentem como eu, espero bem que nunca cá cheguem.
Sinto-me deprimida. Não quero fazer nada para além de dormir – e comer. Vomito, como outra vez. Vomito novamente. Tomo comprimidos para emagrecer. Como – vomito os comprimidos. Como mais. Tomo laxantes. Tomo comprimidos para emagrecer.
Esta nova falta de motivação visita-me frequentemente agora, depois de ter atingido pesos baixos apenas para serem perdidos à medida que eu como até atingir novos pesos cada vez mais altos. Atirando-me para cima e para baixo repetidamente. O meu coração foi despedaçado ao longo deste percurso. Atingi um beco sem saída a nível emocional, chegando à berma do suicídio. E até nisso eu falho.
Tenho saudades do surto de inspiração que eu sempre senti, da emoção de planejar um novo plano para esta mudança miraculosa, para me tornar bela – “Sim, desta vez vai resultar, desta vez vou conseguir. Vou sair desta mais forte, e como eles vão olhar e se encantar com toda esta transformação. De gorda, feia, indesejável e deprimida, veio esta beleza forte?”.
Então porquê nenhum progresso? Nenhuma melhoria? Porque nada é permanente. Nunca. Então porquê continuar a tentar? Podia muito bem manter-me nestes 49-50kg para sempre e nunca ser feliz. Nunca ser bonita. Nunca ter êxito… Como se eu pudesse fazer essa escolha. Não posso desistir nunca – não realmente. Vai estar sempre no fundo da minha mente no segundo em que eu puser algo à boca.
Distúrbios alimentares, levam-nos a ficar cada vez mais alienadas até que passamos o limite da sanidade. Não há felicidade como perder peso, nem depressão como ganhar. E tudo o resto? Não existe nada para além do ED – consome-nos todo o tempo, todos os pensamentos, todos os momentos. E espero para o vosso bem, que vocês também não sejam assim. Mas pela natureza destes blogs, eu sei que eu não sou de longe a pior. E se eu ainda não estou assim tão alterada como isso – Deus ajude as de vocês que estão.
Claro que não é normal – ED não é o estado normal seja de quem for, é uma doença. E se muitas de vocês ainda não se sentem como eu, espero bem que nunca cá cheguem.
Sinto-me deprimida. Não quero fazer nada para além de dormir – e comer. Vomito, como outra vez. Vomito novamente. Tomo comprimidos para emagrecer. Como – vomito os comprimidos. Como mais. Tomo laxantes. Tomo comprimidos para emagrecer.
Esta nova falta de motivação visita-me frequentemente agora, depois de ter atingido pesos baixos apenas para serem perdidos à medida que eu como até atingir novos pesos cada vez mais altos. Atirando-me para cima e para baixo repetidamente. O meu coração foi despedaçado ao longo deste percurso. Atingi um beco sem saída a nível emocional, chegando à berma do suicídio. E até nisso eu falho.
Tenho saudades do surto de inspiração que eu sempre senti, da emoção de planejar um novo plano para esta mudança miraculosa, para me tornar bela – “Sim, desta vez vai resultar, desta vez vou conseguir. Vou sair desta mais forte, e como eles vão olhar e se encantar com toda esta transformação. De gorda, feia, indesejável e deprimida, veio esta beleza forte?”.
Então porquê nenhum progresso? Nenhuma melhoria? Porque nada é permanente. Nunca. Então porquê continuar a tentar? Podia muito bem manter-me nestes 49-50kg para sempre e nunca ser feliz. Nunca ser bonita. Nunca ter êxito… Como se eu pudesse fazer essa escolha. Não posso desistir nunca – não realmente. Vai estar sempre no fundo da minha mente no segundo em que eu puser algo à boca.
Distúrbios alimentares, levam-nos a ficar cada vez mais alienadas até que passamos o limite da sanidade. Não há felicidade como perder peso, nem depressão como ganhar. E tudo o resto? Não existe nada para além do ED – consome-nos todo o tempo, todos os pensamentos, todos os momentos. E espero para o vosso bem, que vocês também não sejam assim. Mas pela natureza destes blogs, eu sei que eu não sou de longe a pior. E se eu ainda não estou assim tão alterada como isso – Deus ajude as de vocês que estão.
